AINDA SOBRE O
CARNAVAL
De 2024
Já estamos a quase um mês decorridos
desde o término da folia momina deste ano de 2024, e ainda repercute entre os
admiradores do Zabumba, o fato do retorno do trio elétrico para o circuito
normal com a célebre paradinha em frente à sede do bloco mais querido de todos
os carnavais.
Sempre que sou interpelado por
populares, procuro mostrar-lhes que foi o povo ainda inconformado, quem apelou
para as autoridades do município comparando o êxito dos anos anteriores com a
folia de 2023, de certa forma esvaziada pela modificação do traçado por onde
sempre passou o trio.
O nosso carnaval é essencialmente “de rua” é tradição implantada pelo
grupo do Ednásio, Anísio, Ailton e muitos outros que resolveram adquirir um
velho caminhão, após as devidas adaptações, colocaram um som na carroceria,
dividindo espaço com a bandinha carnavalesca e a rainha do carnaval.
Pouco depois dessa fase, surgiram os blocos Expresso Loucura,
Sassaricando, As Traíras, os quais juntamente com o Zabumba, promoviam o brilho
e a beleza dos festejos mominos de nossa cidade. Promoviam belíssimos desfiles
com disputas de troféus destinados aquele de melhor fantasia, o mais animado,
etc. Como via de regra era o Zabumba que reunia maior número de troféus, como
ainda hoje os detém em sua sede, e aos poucos se foram esvaziando até a total
desistência das premiações.
Nos dias atuais, existem alguns remanescente desses blocos cujo
principal objetivo se resume na venda de camisas bem elaboradas, mais para
suvenir da passagem pelo nosso carnaval, reconhecido em lei municipal, estadual
e federal, como PATRIMÔNIO CULTURAL DO CARNAVAL.
É de singular importância, nosso reconhecimento e gratidão pelo gesto
humanitário de nossa prefeita Giordanna Mano bem como ao nosso conterrâneo, o
Deputado Federal Júnior Mano dois baluartes benfeitores do nosso município,
que, ouvindo os comentários da população acederam em retomar a rota tradicional
do trio elétrico, cuja resposta foi imediata por parte dos foliões que encheram
as ruas e nos brindaram com um carnaval espetacular.
Ao nosso ver, resta aos blocos sobreviventes, seleção, seus foliões. Não
basta adquirir uma camisa. É necessário se faça pesquisa para conhecer as tradições dos proponentes a ingressar no
grupo, principalmente quando se trata de grupo familiar ou tradicional, pois
existe o risco e uma ovelha ruim botar o rebanho a perder, ou seja: você, na
ânsia de crescer, pode trocar um integrante antigo, por um que não tem
condições de convivência com o grupo.
Fica o nosso registro.
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